Cerca de 45 educandos(as) da Casa da Acolhida Marista de Uberaba, do Colégio Marista Diocesano e parceiros participaram, no dia 24 de setembro, em Uberaba/MG, da Oficina de Educomunicação, realizada pelo Instituto Marista de Assistência Social (IMAS). No período da manhã, Milda Moraes, coordenadora do IMAS, dialogou com os educandos da Casa sobre o Direito à participação de crianças e adolescentes como forma de efetivar o protagonismo infantojuvenil. A coordenadora questionou os educomunicandos sobre seus sonhos e a partir do expressivo retorno dos participantes, ela aprofundou sua reflexão sobre o tema.
Na sequencia, a analista de comunicação do IMAS, Fernanda Carmo fez uma análise da ação midiática na atualidade junto aos adolescentes e ressaltou a necessidade de mídias alternativas para que a sociedade tenha opções mais qualitativas de estar bem informada. A jornalista explicou todas as etapas do processo de Educomunicação e partilhou técnicas de reportagem, entrevista, fotografia e filmagem para facilitar os trabalhos durante as oficinas, além de incentivar à prática da Educom como uma ação que concretiza a participação infanto-juvenil. Ainda durante a explanação, foi mostrada diversas práticas de Educom, por meio de recursos acessíveis, como o uso de vídeos feitos via celular, elaboração de jornal mural e a criação de blogs informativos. A analista apresentou algumas práticas educomunicativas que deram certo e promoveram efetivas mudanças sociais, como o caso da adolescente de 13 anos, Isadora Faber que construiu um Diário de Classe denominado “A Verdade”, que revela todas as problemáticas de sua escola e, por meio dessa iniciativa, a estudante conseguiu solucionar muitas melhorias em seu espaço educacional.
O analista social do IMAS, Geraldo Costa, fez uma reflexão com o grupo sobre o consumismo na infância e adolescência imposto de forma subliminar pela mídia. O pedagogo aconselhou os jovens a resistirem às sedutoras influências dos meios de comunicação e alertou que a infância e a juventude são o alvo fácil do consumo.
Hora de Educomunicar
Após as explanações, os educomunicandos se dividiram em 6 oficinas: vídeo, jornal mural e fotografia. As produções foram realizadas com o apoio da equipe do IMAS. As apresentações mostraram a eficácia da oficina. Confira os trabalhos!
Jovens assistem apresentações dos educomunicadores
Apresentação Jornal Mural 1
Oficina de Rádio
Educom Recife CRC
Jornal Mural Novas Tecnologias
Jornal Mural 2 Metareciclagem
Educomunicar para transformar. Este é o lema do Projeto de Educomunicação Eco@ Jovem, do Instituto Marista de Assistência Social (IMAS). Nos dias 20 e 21 de setembro a Faculdade Marista de Recife foi palco para mais uma edição das oficinas onde educandos e educandas do Centro de Recondicionamento de Computadores – CRC (Centro Marista Circuito Jovem de Recife) e adolescentes de instituições parceiras participaram do evento.
As boas vindas foram feita pelo diretor da Faculdade Marista, Ir. Ailton Arruda que acolheu com carinho os(as) educomunicandos e a equipe do IMAS.
Na sequencia, Milda Moraes, coordenadora do Instituto Marista de Assistência Social (IMAS), abriu os trabalhos e explanou sobre o Princípio da Participação Infanto-Juvenil. Ela questionou os jovens a respeito do que pode ser feito para se construir um mundo melhor. A relação da política com a sociedade foi prontamente citada pelos educomunicandos e ainda, a postura de nós, eleitores, diante das falsas promessas feitas por eles (políticos). A partir daí foi pensado, coletivamente, como os jovens podem colaborar para um processo de mudança que leve a população a refletir e elaborar uma leitura política crítica que possibilite, de fato, a efetivação de uma sociedade democrática. “Se não estimularmos a participação de crianças, adolescentes e jovens não teremos subsídios para mudar esta sociedade que se cala perante as injustiças sociais”, disse Milda.
Fernanda Carmo, analista de comunicação social do IMAS, fez uma apresentação detalhada para a formação em Educom dos participantes da oficina. Ela explicou o significado do Projeto Eco@r Jovem e deu dicas de como os adolescentes podem desenvolver diversas mídias educomunicativas como forma de expressar seu protagonismo juvenil. Além disso, foram transmitidas técnicas de reportagem, entrevista, fotografia e filmagem para a realização dos trabalhos.
No período da tarde, os educomunicandos foram a campo desenvolver suas habilidades e construíram, sobre as orientações do IMAS, suas produções em Educomunicação.
No dia 21, pela manhã, já como educomunicadores Maristas, os adolescentes apresentaram os resultados dos trabalhos das oficinas, por meio de programas de rádio, vídeos, jornais murais e fotojornalismo. Confira as produções dos nossos educomunicadores!
Uma equipe pequena, mas que protagoniza ações que literalmente podem mudar o mundo. Assim pode ser apresentado o trabalho da FMSI – Fundação Marista para a Solidariedade Internacional, que é responsável pela incidência política em nível mundial junto à ONU – Organização das Nações Unidas, entre outras atividades humanitárias, como concessão de bolsas de estudo, apoio na construção de escolas e incentivos diversos nos cinco continentes. “O protagonismo juvenil, a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes é o nosso recorte, o nosso enquadramento. Todos os temas de desenvolvimento sustentável passam pela defesa desses direitos”, declara o Irmão Marista Vicente Falqueto, que representa a FMSI e a União Marista do Brasil nos diálogos da Rio+20, com o status consultivo especial da ONU. “Toda a Rede Marista mundial atende cerca de 500 mil crianças e adolescentes diretamente. No espaço de interlocução da ONU, falamos de ações de incidência que abrangem as crianças de uma centena de nações”, confirmando a amplitude e a importância da incidência Marista.
Oficializada há cinco anos e com escritório de representação em Genebra, Suíça, a FMSI tem atuado com especial destaque em ações de advocacy (defesa dos direitos da criança e do adolescente) e no monitoramento internacional de todos os 193 países-membros das Nações Unidas, que se submetem, a cada quatro anos e meio, ao mecanismo de avaliação do sistema internacional de proteção dos Direitos Humanos.
Compromisso dos países-membros com as recomendações da ONU
Vicente Falqueto conta que alguns países não se comprometeram com as recomendações da ONU. “Eles se submetem ao monitoramento internacional apresentando o RPU – Relatório Periódico Universal-, recebem a recomendação, não cumprem as metas e quando questionados dizem: ‘mas era obrigado seguir a recomendação da ONU?’. Ora, se o país se submeteu a uma avaliação das Nações Unidas, da Sociedade Civil, e recebeu recomendação dos seus pares internacionais, é imoral não adotar. Como ele vai exigir compromissos dos demais?”, explica. A FMSI fez incidência junto à ONU com recomendação em três temas: “Educação infantil, Adultos e crianças que vivem na rua (abrigamento) e Adolescentes em conflito com a Lei”.
FMSI e a relação com os Direitos da Criança e do Adolescente
Documento final da Rio+20
Sobre o texto final, o Irmão Marista conta que teve acesso em diversos momentos da Conferência e que a crítica ao documento recaí sobre a exclusão de direitos que já eram garantidos e defendidos pela própria ONU. “Como os países têm suas representações, muitos dos temas discutidos em plenárias já foram observados. No entanto, é discutível como a síntese do que é extraído dos espaços de diálogo podem compor o documento final, que já veio pronto”, diz. De todo modo, ele ressalta que “a Rio20 é um excelente momento para dialogar com parceiros, trocar informações, contribuir, perceber que estamos caminhando, como podemos nos conhecer mais e nos ajudar”.
Energia limpa e desenvolvimento
Uma das preocupações de Vicente Falqueto percebida nos diálogos da Conferência é a questão da mão de obra que integra as cadeias produtivas. “Muitas vezes não se percebe a exploração imediatamente. Mas está ali na falta de estrutura: são questões de direito ao alimento, à energia, à agua, à terra. Falta estrutura de apoio ao desenvolvimento das crianças. Elas vivem sem perspectiva de futuro. Isto é, há uma limitação no desenvolvimento das infâncias e juventudes”, afirma. Entre os temas de interesse na Rio+20, Falqueto fala que tem participado de temas relacionados à “energia e desenvolvimento sustentável”, buscando conhecer a realidade de mais países. Enquanto se discutem novas tecnologias, também há nações que carecem de infraestrutura de base. Alguns casos refletem como são as necessidades dos países. “Durante uma das plenárias, representantes das nações escutaram a seguinte colocação: o que podemos fazer para importar mais lamparinas para que as crianças do meu país possam estudar à noite”. Segundo Vicente, já se sabe que distribuir energia pelas grandes empresas e à longa distância é o que torna a energia cara. Há estudos que comprovam ser mais econômico e sustentável aproveitar o potencial local para geração e distribuição de energia, promovendo maior desenvolvimento e com respeito ao meio ambiente. Vicente lembra ainda que o potencial dos rios e da energia solar realmente ainda é muito pouco aproveitado. Na discussão sobre privatizar ou tornar público, ele lembra que nem sempre tornar público é a solução. “No Brasil se gasta cerca de 2/3 mais com o ensino público do que com o privado e, como sabemos, isso não tem revertido em ensino de melhor qualidade”, diz.
A FMSI é Cúpula dos Povos
Economia Solidária em maior escala
Vicente também defende a ideia de que os princípios da Economia Solidária, tema que não aparece diretamente em nenhuma discussão da Conferência Rio+20, podem ser aplicados em larga escala com relevante sucesso. Um dos exemplos é a lei do governo brasileiro de que 30% da merenda escolar dos municípios deve ser comprada dos produtores locais. Isso favorece a economia e o desenvolvimento local. O problema é a corrupção: caso de fornecedor que consegue ser cadastrado como pequeno produtor, mas que compra no supermercado para revender ao governo. “Aí, não funciona”, sentencia Vicente, apontando os vícios endêmicos do Brasil.
Jovens Y são solidários
Quando perguntado se percebe a geração mais nova, rotulada de geração y, com um perfil mais egoísta, individualista, Irmão Vicente falou que muitas vezes nosso julgamento está condicionado ao modo como observamos o problema. “Você pode ver o copo meio cheio ou meio vazio. Na minha percepção, os jovens aqui presentes à Rio20 falam com vontade de transformação. Eles dialogam, demonstram uma participação que vê o coletivo. Muitos são jovens com o perfil do Greenpeace, de protagonismo mais contundente para transformar a realidade”, defende.
Participação Marista na Rio+20
Um grupo de aproximadamente 50 pessoas realizou a representação Marista na Rio+20 e na Cúpula dos Povos. Destaca-se a participação do Ir. Wagner Cruz, Dilmas Alves, Cláudia Laureth e Ir. Luiz André, gestores da Província Marista Brasil Centro-Norte, de membros da União Marista do Brasil e demais Províncias Maristas, do Ir. Afonso Murad e, em especial, do Ir. Vicente Falqueto, que representa a FMSI e a União Marista do Brasil.
Status consultivo especial
A FMSI participa do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), que é um dos principais órgãos das Nações Unidas, juntamente com a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança. O status consultivo especial da ONU é concedido às ONGs que têm uma competência especial e que estão preocupadas especificamente com determinadas áreas de atividade abrangidas pelo ECOSOC. No caso da FMSI, a área específica é “Direitos da Criança”. Com o status consultivo especial, os Maristas são autorizados a participar de conferências, apresentar contribuições escritas e fazer declarações ao Conselho e seus órgãos subsidiários. Desta forma, a FMSI foi reconhecida pela ONU e dispõe de uma entrada em seu processo decisório com as questões sobre direitos humanos.
O professor Paul Singer, secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, concedeu entrevista exclusiva ao site Eco@r Jovem minutos antes de iniciar sua fala na tenda autogestionada da Cúpula Povos. Ele reforçou valores democráticos, como o respeito ao pensamento dos jovens que não acreditam na economia solidária e afirmou que “a crise ambiental é resultado desse capitalismo levado às consequências finais, portanto retroagindo a todos os avanços que a humanidade conquistou nos séculos 20 e 21. O Estado do bem-estar, os direitos dos trabalhadores e tudo mais está sendo jogado fora”. Ele também destacou a importância do protagonismo juvenil, “algo que sempre ocorreu, mas que no mundo de hoje está particularmente importante”. Confira a exclusiva dos educomunicadores Marista.
Salete Camba, secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, condedeu entrevista exclusiva ao site Eco@r Jovem e adiantou o que vai acontecer na 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que será realizada em Brasília, de 11 a 14 de julho de 2012. Segundo a secretária nacional, o conceito da 9ª conferência é inovador, valorizando mais a voz e a participação dos adolescentes, com projetos de educomunicação, com a “Cidade dos Direitos” e com os cerca de 800 adolescentes que estão participando das plenárias para articular o texto do Plano Decenal. Salete Camba também falou como foi o planejamento do governo brasileiro para a participação de jovens especificamente na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), no Rio Centro, e sobre a interação do governo brasileiro com a Cúpula dos Povos.
O educomunicador Edmar Silva descobre que o Marista tem presença nos fóruns e nas reuniões internacionais sobre economia solidária. As ações e os princípios dessa economia são apresentados na Cúpula dos Povos como modelo de desenvolvimento sustentável capaz de promover justiça social e dignidade humana para todos e todas. O modelo é contrário ao que se entende pelo termo economia verde. Confira a entrevista!
A ONG Vaga Lume está na Cúpula dos Povos apresentando o seu trabalho de intercâmbio cultural entre Amazônia e São Paulo. Ao fazer um paralelo da realidade desses dois espaços, a Vaga Lume busca gerar conhecimento para a transformação social e conscientizar cada vez mais pessoas sobre a importância de preservar melhor o nosso meio ambiente.
O que é lixo para muitos, é riqueza nas mãos do CRC – Centro de Reciclagem de Computadores Marista. O projeto foi concebido para ser localizado, no entanto foi ganhando amplitude e reconhecimento social. “Das 14 cidades da região metropolitana de Recife, o CRC já atende jovens de 12 dessas cidades”, conta Domingos Sávio, coordenador do centro. A educomunicadora Marista Alyce Mariano reporta detalhes dessa iniciativa Marista, que vai desde a sensibilização ambiental sobre consumo e descarte responsavel dos resíduos eletrônicos até o trabalho de receber equipamentos, reciclar e disponibilizá-los aos jovens em processo de qualificação profissional. O projeto é modelo de inclusão e promoção social de adolescentes e jovens. Assista ao vídeo.
Milda Moares, coordenadora do IMAS, gravou uma chamada informal de divulgação do site educomunicativo Eco@r Jovem. Vale estar aqui também! Fique ligado no nosso site: http://sites.marista.edu.br/ecoar e descubra a força do protagonismo juvenil no Brasil e no mundo.
A coordenadora do IMAS – Instituto Marista de Assistência Social -, Milda Moraes, teceu elogios à cobertura educomunicativa da Cúpula dos Povos e da Rio+20 que contou com a participação exemplar dos educomunicadores do CRC/Recife (Centro de Reciclagem de Computadores Marista).
“As grandes causas da humanidade são possíveis de serem alcançadas”, afirma o Irmão Marista Afonso Murad ao falar sobre a importância do protagonismo juvenil e da sustentabilidade. Murad realizou entrevistas especiais durante a Rio+20 para publicação em blogs e outras mídias. Com esse olhar de comunicador, partilhou iniciativas da juventude que ele percebeu ao longo dos dias e também revelou como começou a se interessar em ser protagonista, em “fazer um mundo melhor”.
No Aterro do Flamengo, numa tenda na Cúpula dos Povos, Paul Singer e Boaventura Santos falaram sobre economia solidária. Essa atividade autogestionada da Cúpula teve o apoio do IMS – Instituto Marista de Solidariedade – e atraiu a presença de muitos. Paul Singer fez uma defesa dos valores e princípios democráticos, que são aplicados à economia solidária visando à dignidade das pessoas. E impactou ao dizer que a economia “é organizada de uma forma extremamente hierárquica. Mais hierárquica do que a que está hoje, só a escravidão”. Boaventura Santos também criticou o modelo egoísta do capitalismo, afirmando que todas as economias eram solidárias e populares: “a hegemonia do capitalismo veio a criar uma economia antisolidária, antipopular, antiverde, anti tudo aquilo que estava presente nas outras economias”.
No Pier Mauá, a educomunicadora Marista Vitória Nara, do site Eco@r Jovem, conseguiu furar a comitiva que acompanhava o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Além da conversa rápida sobre desenvolvimento econômico e científico, enquanto o ministro se dirigia ao estande da Embraer, a educomunicadora conseguiu um depoimento sobre protagonismo juvenil no desenvolvimento sustentável do país.
Na opinião do ministro, “o que vai, de certa forma, equilibrar essa equação (desenvolvimento/sustentabilidade), é justamente o papel dos mais jovens. Essa geração nova, que está chegando, é que tem, digamos assim, uma consciência maior em relação a isso”, disse.
Sintetizar em uma palavra o que você pensa sobre a Rio+20. Esse foi o desafio feito pelos educomunicadores Maristas aos jovens e aos jornalistas de vários países presentes no Rio Centro. Confira as percepções multiculturais sobre a Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável.
(Vídeo com legenda oculta – Português e Inglês)
* Educomunicadores Marista Breno Anderson e Vitória Nara.
A educomunicadora Marista Larissa da Silva conferiu o Pier Mauá durante a Rio+20. Nos armazéns temáticos foi possível ver de perto iniciativas empreendedoras e soluções científicas mais verdes. O público presente participava de várias atividades interativas para crianças e adultos, com jogos, dinâmicas, palestras, exposições etc. Entre diversos apelos visuais que despertavam a atenção dos presentes, estavam centenas de cartinhas das crianças, pedindo um mundo melhor, iniciativa educomunicativa de educação ambiental. O evento contou com a participação de ONGS, empresas e universidades. O navio “Rainbow Warrior” do Greenpeace também esteve ancorado e aberto à visitação no Pier.
Leila Paiva (União Marista do Brasil – UMBRASIL presente na Conferência Rio +20 e Cúpula dos Povos) é responsável por articular os temas estratégicos para o Brasil Marista, no caso da Rio +20, discutir a relação humana com o planeta. “A educação é de extrema importância para garantir que a instituição continue sendo protagonista na formação de pessoas comprometidas com os direitos humanos fundamentais”, declarou Leila.
E os colaboradores, colaboradoras e educando(as) Maristas seguem opinando sobre a Cúpula dos Povos e a Rio+20. Veja:
“Eu vejo como um momento de fazer balanço, o que avançamos e o que ainda precisamos avançar, ir para a luta mesmo. A Cúpula vem para pressionar para que as coisas realmente aconteçam para a sustentabilidade do planeta”. Heloisa Pantoja – assistente social do Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré/Belém-PA
“Conscientização para construção de uma sociedade mais igualitária e adoção de atos para garantir um mundo melhor para as próximas gerações”. Evaine Martins da Costa – coordenador de Ciência da Natureza da Escola Marista de Contagem
“Eu achei contraditório, pois os temas tanto na Cúpula quanto na Conferência Rio +20 são os mesmos, porém discutidos em espaços distintos. Enquanto a preocupação na Conferência está voltada para a economia verde, deixando de lado outras questões relacionadas à sustentabilidade do planeta, assunto amplamente debatido na Cúpula dos Povos”. Sara Cristina D. Cavalcante – educadora do Aprendizado Marista Padre Lancísio de Silvânia/GO
“Surpreendente, são muitos povos e etnias que não estamos acostumados a ver no dia a dia”. Thaissa Armond- assistente do CPTV do RJ
“Não imaginava que a Cúpula dos Povos fosse tão grande e que tivesse tanta gente diferente, com tanta experiência para trocar”. Elisa Almeida – estagiária do CPTV do RJ
“Foi uma surpresa, nunca tinha visto índios e minha família é descendente de índio. Me senti alegre mas nervosa quando entrevistei as pessoas. Se tiver outra oportunidade, gostaria de participar novamente”. Alyce Mariano Dutra – educomunicadora Marista e educanda da Casa da Acolhida Marista do RJ
“Tudo isso representa um grande avanço social”. Larissa da Silva Mattos – educomunicadora Marista e educanda da Casa da Acolhida Marista do RJ
“As experiências foram ótimas, vou levar todas comigo”. Anny Karoline- educomunicadora Marista e educanda da Casa da Acolhida Marista do RJ
Uma das palestras mais esperadas pelo público na Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro, foi a participação do ambientalista Leonardo Boff. O espaço ficou pequeno para tantas pessoas. O teólogo afirmou que a sociedade conseguiu perder sua humanidade e destacou como esquecidos quatro princípios: o cuidado, o respeito, a responsabilidade e cooperação universal. Boff disse ainda que a tolerância ativa nos faz reconhecer como seres humanos.
A coordenadora do IMS Shirlei Silva esteve acompanhada de parte de sua equipe, responsáveis pela organização e realização do 5º. Encontro Latino Americano e Caribenho de Economia Solidária e Comércio Justo, realizado de 11 a 13 de junho de 2012. O objetivo do evento foi promover o planejamento do próximo triênio da RIPPES-LAC (Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e Solidária – América Latina e Caribe) no que concerne aos avanços necessários no âmbito da economia solidária.
Numa mesa “redonda” reciclada no hall da Rio+20, os educomunicadores Maristas Edmar Silva, Breno Anderson e Vitória Nara bateram um papo motivador com dois representantes Maristas durante a Conferência da ONU, o Ir. Wagner Cruz, vice-provincial, e Dilma Alves, superintendente socioeducacional, ambos da UBEE-UNBEC / Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN).
Jovens e pensamento de mudança
Para o Ir. Wagner Cruz, “as novas gerações que vão viver o futuro já podem ensinar hoje o jeito novo da sociedade se retro-organizar. A educação forma a pessoa a ter atitudes. E são as atitudes que transformam, que trazem a mudança. Quem tem mais idade certamente terá mais dificuldade de fazer a mudança e de ter atitudes que transformem. Agora, as crianças e os jovens vão conseguir fazer isso mais rápido”.
Orgulho dos educomunicadores
Dilma Alves partilha o sentimento de alegria com a presença dos educomunicadores: “eu fico muito orgulhosa de ver vocês aqui com o blog (Eco@r Jovem). Sei o que a gente, enquanto Instituição, vai precisar fazer para proporcionar mais”. Ela ressaltou a missão pessoal de cada jovem marista que está protagonizando o evento no Rio de Janeiro: “vocês tem um papel ao voltar para casa!”.
Ao jovem não falta nada. A sociedade que precisa entender as conexões deles
Quando o educomunicador Breno Anderson colocou o sentimento de que por vezes falta ao jovem a iniciativa de colher e disseminar mais, o Ir. Wagner Cruz, com o conhecimento de educador das juventudes, afirmou que “ao jovem não falta nada. Falta à sociedade entender as conexões que os jovens fazem, (e que eles) têm”.
“As mudanças, antigamente, a gente achava que elas eram responsabilidade do governo. Depois a gente achou que as Instituições tinham junto com o governo a responsabilidade. E hoje eu acho que a responsabilidade é de todos nós”, diz Ir. Wagner.
Exemplo institucional para mudança
A escola vai ter que se renovar, se recriar para entender novas lógicas educacionais ambientais. Uma vida coletiva organizada para esse novo perfil de sociedade. O Marista está ciente e já atua na perspectiva de incidência política mais ampla. Ir. Wagner e Dilma ressaltam que os jovens que estão na Rio+20, assim como cada educomunicador Marista, já vão ressignificar a vida, com a experiência desse momento. “Essa mudança ninguém segura, é desestitucionalizada. Ela está na sua mente, no seu corpo. É sua!”, partilha o Ir. Wagner Cruz.
Marista cria movimentos de protagonismo para provocar movimentos de outras instituições
O movimento de uma Instituição cria movimentos em tantas outras. Só a Instituição, se ela mudar, ela vai ser pequena. Mas se ela for capaz de gerar mudança, aí ela vai fazendo um papel de protagonismo nesse processo”, afirma Dilma Alves.
Direitos das Crianças e dos Adolescentes
Dilma Alves partilhou que o Brasil tem a lei mais avançada de direitos da criança e do adolescente. “Tanto que é traduzida para mais de 20 línguas. Mas não somos o país que mais respeita os direitos da criança e do adolescente”.
Importância de olhar ao redor
Ir. Wagner Cruz observa: “nós estamos sentados numa mesa com cadeiras e mesas ressignificadas”. Essa mudança começa na cabeça. “Olhando ao nosso redor, tudo aqui é sustentável, pensado na lógica cooperativa”.
Na Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio+20, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, acontece um grande encontro de diferentes culturas.
Quem não está acostumado tem, de certa forma, um choque. São índios, americanos, hippies, alemães, asiáticos. Pessoas de todo o mundo que vieram prestigiar esse evento. Para os índios, além de ser uma oportunidade de mostrar sua cultura para os cariocas e visitantes, é um momento de protestar sobre os direitos dos povos e os deveres que o governo tem para com a população indígena.
Dentre as diversas tendas da Cúpula, a do Greenpeace chama atenção, na qual projetos de tecnologias sustentáveis são apresentados, como por exemplo um fogão que funciona a base de energia solar.
Os(as) colaboradores e colaboradoras Maristas estão aprimorando intensamente os seus saberes na Cúpula dos Povos e na Rio+20. Alguns deles partilharam suas impressões sobre as atividades aos educomunicadores Maristas. Confira!
“Em relação à Cúpula, a expectativa é afirmar que a economia verde não é uma alternativa de desenvolvimento sustentável e a quanto a Rio+20 espero que os países, de fato, possam fazer acordos para que tenhamos um mundo mais sustentável.” Rizoneide Amorim – analista social do Instituto Marista de Solidariedade – IMS
“Esperança, porque este momento pelo qual passa a humanidade e o planeta terra requer que tenhamos esperança de que os chefes de Estado na Rio+20 possam ouvir o clamor dos povos e da mãe terra, por cuidados, justiça e responsabilidade”. Shirlei Aparecida Almeida – coordenadora do Instituto Marista de Solidariedade – IMS
“Em momentos de encontro, como a Cúpula, percebemos a diversidade de lutas que convergem para um mundo melhor. É este exercício de democracia que nos anima a estender estas lutas para nossas comunidades dia a dia. Acredito que juntos possamos, de fato, fazer um mundo melhor”. Oniodi Gregolin – analista de comunicação do Instituto Marista de Solidariedade – IMS
“É o momento de ampliar o nosso conhecimento e compromisso como colaborador Marista, a nossa inserção na transformação do modelo de mundo. A Cúpula foi o momento do povo em resposta aos chefes de Estado de que um novo mundo já acontece”. Cláudia Lima – assessora de Projetos do Instituto Marista de Solidariedade – IMS
“A Rio+20 e a Cúpula dos Povos é uma experiência para enriquecer nosso conhecimento e transmitir entendimento e conscientização a toda sociedade. Espero que tudo isso seja, de fato, o início de um sonho diferente da ECO 92”. Ana Paula Mendonça – educadora da Casa da Acolhida Marista do RJ
“Acho que é um movimento importante porque está mobilizando os jovens e até os adultos, porque tem jovens e adultos que não entendem esse assunto e não acreditam nele, por isso as discussões acontecem para promover a conscientização de toda a sociedade”. Maria Ilda – educadora da Cada da Acolhida Marista do RJ
“Em relação a acolher os participantes:
“Sempre é bom acolher pessoas, sejam Marista ou não, pois é uma oportunidade de troca de experiências. Pensando na missão, é sempre bom receber as pessoas, porque representa uma família com pessoas com as quais podemos contar”.
Em relação a Cúpula e Rio+20
“A Rio+20 e a Cúpula dos Povos são espaços antagônicos, o primeiro é um evento oficial com todo investimento e estrutura, e a Cúpula dos Povos foi um evento realizado com poucos recursos, isolada, sem infraestrutura e sem visibilidade. A grande questão é que a Rio+20 tem o objetivo de regulamentar a economia verde, enquanto que na Cúpula dos Povos o debate gira em torno da sustentabilidade do planeta”. Alex – diretor da Casa da Acolhida Marista do Rio de Janeiro
“Participar da Cúpula e da Rio+20 foi uma oportunidade única, momento de colocar em pratica o que nós Marista pregamos. A educomunicação realizada pelos jovens Maristas é um exemplo disto e está fazendo a diferença, sobretudo para eles, que estão vivenciando a experiência de participar e cobrir eventos tão importantes”. José Maria P. de Oliveira – diretor do Colégio Marista de Palmas/TO
“A Cúpula representa mobilização, movimento, força do povo frente às situações de injustiça e negação à vida. É o olhar popular de desenvolvimento sustentável”. Aparecida Vieira – coordenadora de Pastoral Marista do Colégio São José Montes Claros
Diálogo com Salete Camba, da Secretaria Especial de Direitos Humanos
Milda Moraes, do Instituto Marista de Solidariedade, fala sobre o protagonismo infantojuvenil na Cúpula dos Povos e Rio+20
* Produção Marista de matérias especiais: Alex Lazzarotti, Marden Pereira e Ir. Afonso Murad.
Eco@ar Jovem é uma iniciativa do Instituto Marista de Assistência Social – IMAS, unidade social da Província Marista Brasil Centro-Norte – PMBCN, e representa o fomento ao protagonismo infantojuvenil e a participação dos adolescentes e jovens na Cúpula dos Povos e Rio+20, socializando informações a partir de depoimentos, entrevistas e vídeos realizados e de seu olhar sobre os vários temas discutidos.
Debate Organizado pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária reuniu o economista Paul Singer e o sociólogo e professor Boaventura de Souza Santos. A temática do debate foi “Desenvolvimento Sustentável e Solidário nos Territórios: Estratégia de outra Economia”. Para o Prof. Paul Singer, os grandes projetos ignoram o fator humano. “É preciso reconhecer as diferenças e respeitá-las e isso não ocorre nesses grandes projetos. A democracia é que nos une, pois somos diferentes. Por isso, temos de reconhecer a economia solidária”, afirmou Singer. O sociólogo Boaventura enfatizou que a economia verde já é praticada há muito tempo, pelas comunidades indígenas e quilombolas, onde prevalece a espiritualidade na relação das pessoas e não há egoísmo. “Somos parte da natureza, as relações econômicas não podem se pautar no egoísmo e no individualismo”, declarou Boaventura.
“Nós estaremos comandando o futuro”, “espero bem mais da Cúpula dos Povos, por vir dos povos”, “espero dessa vez que eles apliquem mais na prática do que antes”, “muitas vezes é mais conflito de interesse do que uma ação, o capital está muito mais envolvido do que a vontade de melhorar”, “esperamos poder fazer uma diferença”. Esses são depoimentos de jovens brasileiros do projeto “Do you think green?”, associados com a Alemanha, que apresentam suas opiniões e fazem valer o protagonismo em alguns dos espaços restritos da Conferência Rio+20.
Ir. Luiz André, coordenador de Evangelização e Pastoral da PMBCN – Província Marista Brasil Centro-Norte, fala sobre o desafio dos projetos de sustentabilidade com o contexto de crise mundial, e comenta a relação entre a Rio+20 e a Cúpula dos Povos.
“Somos convidados a um novo olhar. O sonho seria unir esses dois espaços (Rio+20 e Cúpula dos Povos). É impossível pensar uma nova sociedade sem dar voz, sem espaço para os jovens. É preciso dar as mãos, encantar as pessoas, sorrir, abraçar e discutir temas que são vitais para a sociedade”, diz.
Confira a entrevista realizada pela educomunicadora Marista Vitória Nara.
“Construindo uma história feita de muitas histórias”, este é o lema da Rede Vaga Lume, organização não governamental fundada em 2001, presente na Cúpula dos Povos com expressiva representação de crianças e adolescentes e que tem por missão criar oportunidades para intercâmbios culturais por meio da leitura, da escrita e da oralidade, valorizando o protagonismo de pessoas e de comunidades rurais da Amazônia Legal brasileira.
Educomunicadores Maristas percebem que a juventude brasileira e do mundo protagoniza a Cúpula dos Povos. Acompanhe com a gente a cobertura da Cúpula, no Aterro do Flamengo, e da Rio+20, no Rio Centro.
Interação de ideias na Cúpula dos Povos que se relacionem aos ideais e às perspectivas de vida são destaques dos universitários do curso de Engenharia Ambiental da UNIFESO (Teresópolis/RJ). Eles buscam projetos ambientais e de sustentabilidade que ajudem a melhorar as cidades e a evitar as catástrofes como a ocorrida, em janeiro de 2011, em virtude das fortes chuvas na região serrana do Rio.
Jovens Guajajara e Timbira do Maranhão discutem com outras etnias indígenas presentes na Cúpula dos Povos e defendem projetos propostos por eles próprios. Impedir o desmatamento, as barragens das hidrelétricas e o capitalismo selvagem estão entre os objetivos dessa juventude brasileira que quer aprender cada vez mais. “Que não venha a ser tão desfavorável para a gente que mora na reserva”, conta Beymakme, Timbira da etnia Krepumkateyê.
Eles estão na Cúpula e na Rio+20 também para afirmar o seu modo de ser e para partilhar as dificuldade nas aldeias. “Os jovens são o futuro da humanidade. Os índios têm uma cultura, a gente acaba sendo expulso das nossas terras sem ser informado antes”, explica Arisvan, Guajajara, que deixa registrado em vídeo um ensinamento indígena: “A luta é como um círculo. Pode começar em qualquer ponto, mas não termina nunca”.
“São os jovens que vão estar participando, passando o que aprenderam com as lideranças e com os seus pais nessa luta, perseverando cada vez mais”, conta Nayane, da tribo Guajajara (PA), um dos povos indígenas mais numerosos do Brasil, com população de 23.949 (Funasa 2010). Falam Tupi-Guarani, tem história de aproximação com os brancos, bem como de forte resistência cultural.
Os índios do Ceará vieram à Cúpula dos Povos com 32 lideranças, representando 14 tribos. Duas lideranças dos povos Gavião, Potiguara, Tabajara e Tupiba-Tapuia (município de Monsenhor Tabosa) falam ao educomunicador Marista Edmar Silva sobre a situação da juventude das tribos do Ceará, que carece de informação para o desenvolvimento. Estão na Cúpula para defender o meio ambiente e os seus direitos. Confira!
João Daniel, Franciele e Micael são universitários de Erechim, Rio Grande do Sul, e já acompanham temáticas sociais no primeiro dia deles na Cúpula dos Povos, que acontece no Aterro do Flamengo/RJ. No entanto, buscam participar mais de plenárias da “causa ambiental” (meio ambiente e energia elétrica), assuntos que encaixam com os cursos de graduação deles. Eles estão no evento pelo MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens.
*Entrevista do educomunicador Marista Edmar Silva.
Jovens educomunicadores Marista participaram (17/06) da conferência Rio+20. Na ocasião, entrevistaram o Ir. Wagner Cruz, Vice-Provincial e Vice-Presidente da UBEE-UNBEC, e Dilma Alves, Superintendente Socioeducacional da UBEE-UNBEC. Também nesse dia a equipe de educomunicadores entrevistou o Senador Cristovam Buarque, ex-aluno Marista.
A Cúpula dos Povos segue sua programação no Aterro do Flamengo. Entre inúmeras discussões, aconteceu a plenária sobre a temática “Soberania Alimentar”. Participaram diversas organizações e movimentos sociais do campo nacionais e internacionais como: Via Campesina, MST, Marcha Mundial das Mulheres, Associação Nacional de Agroecologia (ANA), o Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade (GEA), movimentos quilombolas, indígenas etc.
Foto:divulgação
Foram discutidas as razões da crise alimentar e a falta de soluções oferecidas pelos governos e corporações para deliberações. O modelo do agronegócio foi pontuado como o principal responsável pela crise. Ao priorizar o latifúndio monocultor, o agronegócio somou a expulsão de camponeses, indígenas e negros do campo, problematizando a concentração de terras. O padrão criou saídas rurais intensas, além do uso de trabalho escravo no campo, a privatização das sementes, o uso de agrotóxicos e alimentos transgênicos na lavoura.
Foi apontado ainda que o Agronegócio se apropria dos recursos naturais para existir e, mesmo sendo um modelo agrário que somente aumenta as desigualdades, continua sendo a opção política dos Estados, que se subordinam aos seus interesses dando aos latifundiários grandes incentivos públicos.
A economia verde, temática discutida na Rio+20 como novo modelo de desenvolvimento, que vai resolver as crises, também foi duramente criticada por alguns participantes da plenária. A economia verde foi descrita como uma agenda política que quer preparar o território para o acúmulo de capital através do controle da natureza, que vai aumentar os problemas já existentes no campo, como por exemplo a grilagem e a concentração de terras.
A plenária abordou o papel que a tecnologia agrícola exerce atualmente e que serve apenas para aumentar o acúmulo de riquezas e o controle no campo a uma velocidade maior, por meio da utilização de máquinas e sementes transgênicas.
Saiu, agora à tarde, em frente ao MAM – Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo/RJ, a marcha organizada pelos comitês – nacional e fluminense –, em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que são coalizões formadas por centenas de organizações da sociedade civil brasileira. A mobilização que acontece na tarde desta segunda-feira (18) chamará a atenção para as alterações do Código Florestal e os retrocessos na legislação ambiental brasileira.
A equipe de educomunicadores Marista segue a todo vapor acompanhando as discussões socioambientais no Rio de Janeiro. Entre a Rio+20 e a Cúpula dos Povos, nossos jovens têm se desdobrado para trazer as melhores informações. Fique ligado!
A equipe de jovens educomunicadores Marista participou da Conferência Rio+20 (17/06), no Rio Centro, onde realizaram uma entrevista com o Ir. Wagner Cruz, vice-provincial e vice-presidente da UBEE-UNBEC, e Dilma Alves, superintendente socioeducacional da UBEE-UNBEC. Nesse dia premiado, os educomunicadores também entrevistaram o senador Cristovam Buarque, que é ex-aluno Marista.
Visitando a sala de imprensa, a equipe de educomunicadores Marista avistou o senador Cristovam Buarque, conhecido pela sua atuação política no campo da educação, e conseguiu uma entrevista com ele. Entre os assuntos em pauta, as expectativas de resultados da Rio+20, a importância dos jovens para o desenvolvimento da cultura verde, a imprensa livre, o poder das redes sociais de espalhar ideias pelo mundo e também a relevância da educação nesse contexto. Confira!
“Isso tudo passa por uma mudança de mentalidade, mentalidade que a gente faz na educação”, afirmou após explicar poeticamente as fases mentais necessárias ao desenvolvimento sustentável e à cultura verde. Buarque acredita que a Rio+20 é um sucesso por existir, mas que deveria pensar no futuro, os próximos 50 anos, e não no passado. Assim, o documento final do evento será “um documento chocho, modesto, local, curto prazo”. Em sua opinião, economia verde seria para pensar um produto novo. Carro é produto antigo. Ele não vê, por exemplo, disposição para frear a indústria automobilística privada que está em contraste com a ideia de investimento publico em transporte que vai fazer a economia ser equilibrada, defendendo uma mobilidade urbana sustentável. Buarque comentou também sobre a sua percepção de que os jovens universitários e os mais velhos estão viciados na ideia de que o progresso é sinônimo de Produto Interno Bruto. Por isso ele organizou um evento para crianças do 2º grau, “que ainda podem dar um salto, são os que têm a cabeça verde”, conta.
O senador também falou à equipe de educomunicadores com carinho e saudosismo de ser ex-aluno Marista. A equipe comemora o resultado da entrevista e a finalização da cobertura do domingo (17/06) na Rio+20. Veja!
Universitários de Brasília e São Paulo visitam a Cúpula dos Povos, contam o que já viram e o que eles vêm fazendo para contribuir na geração de um ambiente melhor. Além do protagonismo juvenil, a entrevista aborda também a importância da mulher e do resgate do valor feminino no tema sustentabilidade. Entrevista do educomunicador Marista Breno Anderson.
O Eco@ar Jovem conversou na manhã deste domingo (17 de junho) com Michele Amaral, integrante da União Nacional de Moradia Popular do Paraná. Para ela, a principal expectativa na Cúpula dos Povos é incluir a participação dos jovens nos debates para formá-los e prepará-los no sentido de fortalecimento da participação juvenil. Michele acredita que a juventude necessita de informações de qualidade para todos assumirem o seu protagonismo social.
A manhã deste domingo (17 de junho) está sendo bastante movimentada na Cúpula dos Povos/RJ. A equipe do Eco@ar Jovem acompanhou a Marcha Mundial das Mulheres. A iniciativa tem como objetivo apresentar ao público da Cúpula algumas das principais reivindicações femininas em busca de mudanças e visibilidade das mulheres. De acordo com Roselene Carvalho, representante da Marcha Mundial do Estado de Pernambuco, a principal reivindicação é em busca de maior Direito pela igualdade de espaço, quebra do capitalismo verde para a soberania alimentar.
Nesta manhã de domingo (17 de junho), a educomunicadora Marista Vitória Nara visitou a Tenda do Movimento Nacional dos Catadores, na Cúpula dos Povos/RJ. Eduardo Racciopp, do Instituto Aruandista de Pesquisas de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, disse que a qualidade de vida dos catadores está ameaçada e que a Cúpula dos Povos é o espaço adequado para discutir esta temática. Segundo ele, a ocasião “Cúpula dos Povos” é o ambiente oportuno para promover a conscientização ambiental e a valorização da categoria. Ele destacou, ainda, que desde a Rio 92 pouco se avançou e que a mercantilização do meio ambiente e dos recursos naturais contribuiu significativamente para que as propostas da Rio 92 não fossem colocadas em pratica até agora. Em sua percepção, uma parcela da sociedade civil se “aproveita da fragilidade da causa em benefício próprio”. “É preciso que haja um diálogo e um alinhamento entre o meio ambiente, a economia e a sociedade para alcançarmos os resultados esperados”, recomendou.
Equipe de educomunicadores Maristas do Eco@r Jovem chega ao Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, para iniciar a cobertura de domingo (17/06) da Cúpula dos Povos. Um dia perfeito na Cidade Maravilhosa que vive a beleza da diversidade multicultural e a presença da juventude nos muitos diálogos de temas importantes para o desenvolvimento sustentável da humanidade.
O diretor da Fundação SOS Mata Atlântica Mario Mantovani respondeu ao educomunicador Marista Breno Anderson sobre o que faltou para que as propostas da ECO 92 acontecessem. Na opinião de Mantovani, claro, faltou cumprir o combinado! Já tivemos avanços e retrocessos. O recente código florestal foi qualificado por ele como um desastre total, pois é fruto de acordo com o setor mais atrasado do Brasil, o setor do agronegócio, favorecendo o continuismo dos produtos primários, sem valor agregado. Péssimo para nossa economia. Ele também elencou outros problemas, como a ocupação de terras de índios, terras de quilombos: “um grande retrocesso, do ponto de vista da biodiversidade”, afirmou Mantovani. Na questão do clima, o Brasil que tinha avançado nas metas, atualmente está “aceitando a chantagem dos ruralistas”, enfatizou.
Confira o depoimento de Mario Mantovani.
O tema ambiental vem ganhando a atenção da sociedade. Sem dúvida a transformação cultural no cuidado com a vida depende de cada um de nós!
O ator Marcos Palmeira marcou presença na Cúpula dos Povos no seminário “Maraiwatséde – Terra da Esperança”, no sábado (16/06), apoiando a recuperação dos territórios dos índios Xavantes, no Mato Grosso. Essa situação foi tematizada na Eco 92, há 20 anos, e ainda permanece sem solução efetiva. Além da legislação não ter sido respeitada, os homens índios sofrem com o preconceito social, com as doenças dos brancos e com as ações ilegais dos latifundiários.
Os educomunicadores Maristas perguntaram a Marcos Palmeira sobre questões da população indígena abordadas na Cúpula dos Povos durante a Rio+20. O ator destacou objetivamente o cumprimento do que determina a lei e que deseja sair do evento com a decisão de quando os índios vão recuperar o território. Confira!
No primeiro dia de participação dos jovens educomunicadores na Cúpula dos Povos, foram realizadas coberturas de algumas atividades, como a defesa dos direitos pela terra das comunidades indígenas, quando foi realizada entrevista com o ativista e ator Marcos Palmeira; a tenda da juventude, onde ocorreram vários debates acerca da relação do ser humano com a sociedade em que convivemos; o meio ambiente e o capitalismo. A discussão girou em torno de quatro temas específicos: direitos humanos, coletivos e territoriais, direito à terra, direito à cidade, direito à água; direitos étnicos das mulheres, ambientais da natureza, mãe terra; combate ao racismo, a desigualdade e a justiça ambiental; justiça ambiental, justiça climática, afirmação dos DHESCA (Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais).
O educomunicador Marista Breno Anderson num dos estandes da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo: é preciso pedalar para gerar energia limpa e sustentável. Desenvolvimento verde é o caminho sem volta!
Durante a tarde do dia 15 de junho, os(as) educomunicadores Maristas colocaram a mão na massa para construírem coletivamente suas produções na Oficina de Educomunicação. As atividades práticas foram coordenadas por Milda Moraes, coordenadora do IMAS, a jornalista da Área Social Fernanda Carmo e o jornalista e editor do CPTV do Colégio São José da Tijuca/RJ, Alexandre Casaes. Da mão que desenha, do olhar que filma até a boca que fala, todas essas ações foram iniciativas dos próprios educomunicadores que receberam apenas orientações dos profissionais, citados acima, para gerar informações com foco na conscientização e cuidados com o Planeta Terra. Os resultados foram consistentes, com mensagens que provocam reflexões sobre a responsabilidade social que cada um de nós possui com as questões ambientais.
Os integrantes da Oficina de Jornal Mural utilizaram recortes de jornais e revistas para transmitir aos seus leitores informações sobre a conscientização da coleta de lixo eletrônico. Segundo os educomunicadores maristas, os equipamentos eletrônicos possuem vida útil cada vez mais reduzida devido aos avanços tecnológicos.Veja a imagem do trabalho criado pelos(as) educandos(as):
A Casa da Acolhida Marista do Rio de Janeiro acolheu os representantes Maristas e alguns parceiros participantes da Cúpula dos Povos e Rio + 20. O momento foi de apresentação dos participantes e de integração com a realização de uma dança circular. A Cada da Acolhida Marista recebeu colaboradores Maristas e representantes de movimentos da economia solidário do Brasil e de outros países. A equipe da Casa da Acolhida Marista recebeu com muito carinho e dedicação toda delegação ali hospedada.
Educomunicação, ou Educom, é um campo que une as áreas de Educação e Comunicação Social. Apresenta-se, atualmente, sob a forma de leitura crítica dos meios midiáticos, produção coletiva de comunicação. O que a torna relevante, em todas as suas vertentes, é que ela evidencia uma das temáticas mais importantes da nossa história: a influência da comunicação social na formação das pessoas e na concretização da nossa sociedade. Essa compreensão, decorrente, em especial, da produção coletiva de comunicação, resgata o Direito Humano de todas as pessoas, independente de idade, gênero, origem ou titulação, e também dinamiza as relações educacionais otimizando a linguagem entre educador e educando, promovendo assim subsídios inovadores para a transmissão de conteúdos por meio das novas tecnologias. Neste sentido, o IMAS realizou no dia 15 de junho, no Colégio Marista São José, na cidade do Rio de janeiro, a oficina de Educomunicação para jovens educandos do Centro Marista Circuito Jovem de Ceilândia/DF, Centro Marista de Circuito Jovem de Recife/CRC/PE, Casa da Acolhida Marista e Pastoral Juvenil Marista do Rio de Janeiro, com o objetivo de promover a responsabilidade social e cidadã por meio da cobertura educomunicativa da Cúpula dos Povos e da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. O território da Cúpula dos Povos está organizado de forma livre de presença corporativa e com base na economia solidária, agroecologia, em culturas digitais, ações de comunidades indígenas e quilombolas.
Acompanhe o vídeo apresentado aos adolescentes durante a Oficina de Educomunicação do Rio de Janeiro que traz os 16 princípios norteadores da Carta da Terra para a construção de sociedades sustentáveis. A carta foi escrita por importantes lideranças de todos os continentes do planeta, e nela temos a presença de dois brasileiros: Leonardo Boff e Paulo Freire.
Promover a responsabilidade social e cidadã de adolescentes e jovens por meio da construção de novas ferramentas educomunicativas que possibilitem uma leitura crítica dos meios convencionais de comunicação e permita uma reflexão consistente capaz de transformar realidades. Foi com esse objetivo que o Instituto Marista de Assistência Social (IMAS) realizou no dia 15 de junho, no Rio de Janeiro, a Oficina de Educomunicação com foco na Rio+20 e a Cúpula dos Povos. Educandos(as) da Casa da Acolhida do RJ, do Colégio Marista São José da Tijuca, Centro Marista Circuito Jovem (CRC/Recife), Centro Marista Circuito Jovem de Ceilândia (CMCJ/DF) e Pastoral Juvenil Marista (PJM) participaram do evento. As atividades da oficina serviram de preparação para que os adolescentes e jovens pudessem se preparar para cobrir a Cúpula dos Povos.
A coordenadora do IMAS, Milda Moraes, explicou para os(as) educandos(as) Maristas detalhes a respeito da Rio+20 e a Cúpula dos Povos. Uma versão lúdica sobre a Carta da Terra, do ativista social Leonardo Boff, foi apresentada para ampliar o teor das temáticas que estão sendo abordadas na Rio+20 e na Cúpula dos Povos. O conteúdo movimentou os jovens que, conjuntamente, debateram formas de sustentabilidade. Pequenos cuidados em ações cotidianas, segundo os(as) educandos(as) Maristas, como: coleta do lixo seletivo, preservação dos oceanos, rios e lagos e diminuição do consumismo são formas preventivas de cuidar da Terra.
Fernanda Carmo, jornalista da Área Social, explanou sobre a importância de se fazer Educomunicação. Inserção das mídias na educação, dicas de como confeccionar vídeos, realizar fotografias, construir textos e elaborar reportagens foram alguns dos pontos apresentados aos participantes.
Na sequencia, foram formadas três oficinas: vídeo, fotojornalismo e jornal mural. A demanda dos educomunicadores foi construir conteúdos informativos capazes de transmitir mensagens de conscientização social e preservação do meio ambiente em suas respectivas mídias.
Crianças, adolescentes, jovens e público adulto, sejam todos(as) bem-vindos!
É com alegria que o Instituto Marista de Assistência Social (IMAS) lança o Blog Informativo “Eco@r Jovem”. Este espaço virtual é totalmente dedicado aos educandos(as) das Unidades Sociais Maristas bem como educandos(as) de entidades parceiras com o intuito de promover o Direito à participação, conforme a Convenção Internacional dos Direitos da Criança preconiza. O Eco@r Jovem é uma oportunidade para que as crianças e adolescentes possam expressar suas ideias, opiniões e percepções e promover a geração de conteúdos educomunicativos que assegurem novas leituras da realidade capaz de despertar a conscientização social e cidadã desses jovens. O ponto de partida do blog é a cobertura educomunicativa da Cúpula dos Povos e dará continuidade aos seus trabalhos em ocasiões diversas. Todas as postagens do Eco@r Jovem serão produções realizadas pelos próprios adolescentes, sob a coordenação do IMAS. É a Juventude Marista exercendo com cidadania o seu protagonismo!